20 de novembro de 2013

A Teoria que caiu por Terra


Olá pessoal, tudo bem?

Hoje vim aqui para falar para você sobre a minha linda e forte teoria (que caiu por terra) do Arthur dormir sozinho no berço e no quarto dele... Fiz até um post contando como era a sua rotina, aqui. Mas infelizmente, de lá para cá, as coisas mudaram muito e hoje ele só dorme no meu quarto. Pense na situação... mas vou contar para vocês como tudo aconteceu.

Como vocês sabem o Arthur sempre sofreu muito com as brotoejas, até já relatei aqui os diversos tratamentos que já fiz nele, e um deles foi comprar um ar-condicionado para minha casa, já que a cidade que eu moro é muitoooo quente! E realmente, foi a solução dos meus problemas, pois desde que comprei esse aparelho, o Arthur foi a cada dia tendo menos brotoejas, até hoje, graças a Deus, não ter mais problemas. 

Só que quando comprei o ar coloquei no meu quarto de imediato, só que até hoje está lá... Aí logo no início colocava o Arthur para dormir lá e depois passava ele par o quarto dele, ou seja, 1ª teoria que estava indo para o espaço, afinal ele acostumou a dormir comigo do lado (Hoje não dorme sozinho de jeito nenhum). Depois, às vezes, no que eu o colocava para dormir, quem dormia era eu, ou seja, Cama Compartilhada (CC), quase todos os dias e com isso o costume já estava instalado.

De lá para cá tudo que eu estava tão certa que não acontecia lá em casa, hoje é de praxe. Arthur só dorme no meu quarto e não tem quem faça dormir longe de lá. Claro que adoro ficar abracinho com meu pequeno, dar muito cheiro e abraço nele antes de dormir, devido passar o dia longe dele, esse momento é nosso e amo de paixão. Mas ao mesmo tempo que tem várias coisas gostosas e aconchegantes, tem alguns pontos negativos, como ele se mexer demais e eu acabar dormindo mal, fico direto acordando porque tenho medo de bater nele e tal, além claro, da privacidade entre eu e meu marido, que de certa forma, fica complicado (pelo menos para mim, isso é importante!), eu acabo sempre dormindo com o Arthur na hora em que vou colocá-lo para dormir e aí adeus noite para qualquer programa. Sempre converso com meu marido, e ele ama Cama Compartilhada, já eu não curto muito, mas estamos nesse dilema, pois ao mesmo tempo que solucionei os problemas de pele do meu pequeno, começou a tirar o meu sossego.

Ainda pretendo voltar a minha rotina de antes, com o Arthur no seu quarto e eu no meu, mas por enquanto assumo que está muito difícil. Mas e você, pratica a Cama Compartilhada? Gosta? Você passa por alguma dessas acrobacias do desenho abaixo? Dê sua opinião para gente, conte como é sua dinâmica na hora de dormir! ;-)


Caso seja adepta, como eu estou sendo hoje em dia, segue algumas dicas para ter uma melhor noite de sono com bebês.


E lembre-se: Hoje, depois da minha teoria cair por terra, percebo que o que talvez seja bom para uma mãe, não seja para outra, isso não faz algo ser bom ou ruim, certo ou errado. O que importa é que nós estejamos bem para cuidar dos nossos pequenos(as) bem, e não cabe a ninguém julgar como nós devemos nos comportar no nosso desenvolvimento materno.

Beijos e até o próximo post! ;-)

30 de outubro de 2013

Dia das Crianças

Oi gente! Tudo bem? Bom hoje vim contar para vocês como foi o dia das crianças do Arthur... Sei que o post está muitoooo atrasado, mas aconteceram tantas coisas nesses dias que ficou inviável vir aqui dar esse relato!

Mas enfim, o final de semana das crianças foi super legal, fiz vários passeios com o Arthur, cinema, parque, teatro, brinquedos... Vários lugares que até serviram de teste mesmo e que, como já era previsto, muita coisa foi por água a baixo, mas valeu a experiência e o momento curtido com ele!

Na empresa onde trabalho foi dados aos funcionários que tem filhos, 1 sessão de cinema para assistir “Tá chovendo hambúrguer 2” em 3D, e assistir a peça de teatro “Pinóquio”, e claro, eu levei meu pequeno aos dois.



O primeiro passeio foi no sábado de manhã, uma aventura e tanto no cinema, pois ele, apesar de não ter tido medo (nem do escuro, nem da tela, nada), ficou até algum tempo sentado no meu colo olhando todo aquele colorido enorme que estava na sua frente. No entanto, o fato de ser 3D, ele não usou os óculos, nem queria perto e, ainda se encantou com as luzinhas do chão e queria ficar subindo e descendo as escadas gritando e rindo. Resumo: Sai do cinema e levei-o para os brinquedos do shopping, que nessa sessão ele curtiu a beça, foi no pula-pula (apesar de não pular nada, pois só fica andando e deitado!), no trenzinho, no carrinho, etc. Depois, a tarde, foi hora de ganhar seus presentes e brincar, e depois tirar uma soneca gostosa!

Arthur sentado no cinema, olhando aquela tela enorme
Cansou do cinema? Pois vamos brincar...
E ainda teve brincadeira no decorrer do dia...
Presentes e mais presentes.
Gostaram das fotos? Ele tava super feliz né nos brinquedos?

Então, mas continuando a aventura das crianças, no domingo de manhã foi o dia do teatro...Em cartaz: Pinóquio, um espetáculo que deveria ser lindo, mas... Mais uma vez não assisti. E diferente do cinema, que ainda vi uns 20 minutos de filme, o teatro não vi absolutamente nada, a não ser os 2 primeiros personagens entrando pelo fundo do salão cantando, daí em diante, nem sei como termina. Meu pequeno teve muitooooo medo. Quando apagaram as luzes, ficou só aquela penumbra, aquele fio de luz mesmo, meu pequeno começou o choro e não tinha quem fizesse ficar lá dentro. Resultado: saímos do salão e ficamos do lado de fora! rsrsrs

O curioso é que ainda tinha vontade de assistir, queria ver como era, mas quando passávamos pela cortina, o medo dele falava mais alto, o coraçãozinho dele acelerava e o choro desatava. Tentamos ainda umas 2 a 3 vezes, mas desisti porque não ia adiantar mesmo. Então o espetáculo ficou com ele, do lado de fora correndo, andando, vendo os pombos, comendo biscoito com o pessoal que tava trabalhando, enfim... Ele é que foi o artista do dia! rsrsrsrs

Dia do teatro, ainda sem medo!
E pronto para encerrar a noite e o final de semana dele, passeamos no lago, comemos pastel e se divertimos com os brinquedos novos. O bom de ser criança é exatamente poder brincar muito, e como quiser!

Aprendendo a andar de skate, mesmo ainda sentado!
Comer pastel? hummm
Fim do dia? Descansar e relaxar...

Depois nada como chegar em casa, se jogar no pufe e descansar não é mesmo? rsrsrs

Acredito que o importante é lembrarmos que datas como essas do dia das crianças, além de comercial (e por mais que a gente diga que não vamos ser consumistas, acabamos sempre comprando alguma besteira), são boas para relembrar nossa infância e ter um descanso dessa vida louca de corre-corre, poder curtir nossos filhos e aproveitar essa fase que passa voando que, depois, só nos resta a saudade!

Espero que tenham gostado e tenham curtido também o dia das crianças dos seus(suas) filhos(as). Até o próximo post!
Beijos* ;-)

18 de outubro de 2013

DIU x Controle de Natalidade


 Oi gente, hoje vim aqui para falar para vocês sobre o fato de adiar por pelo menos 5 anos o Arthur de ter um(a) irmãozinho(a), pois coloquei o DIU Hormonal Mirena.

Tomei essa decisão, primeiramente porque não quero ser mãe de novo, pelo menos agora, e depois para parar de menstruar. É incrível como quando você vira mãe, logo vem várias pessoas questionando se não vai ter outro, e eu acho isso tão chato, pois você mal se adaptou aquela vida direito, e já estão te cobrando outro filho. Claro que tem vários fatores que contribuem para essa minha decisão, como por exemplo: Meu marido nunca foi tão presente nos cuidados com ele (agora que tá curtindo e cuidando mais), questão financeira, quem cuidar, estabilidade emocional, etc. Acho que se tivesse tudo, pelo menos, 90% eu teria outro ano que vem, mas como esse não é o caso, acho que é necessário ter pelo menos 5 anos de espaço para pensar, refletir, ver como a vida vai se desenrolando, para daí sim, partir para essa etapa novamente.

Não filho, seja um problema ou algo a se orçamentar, mas acredito que deve sim, ser bem planejado, se não a vida da gente vira de pernas para o ar e acabamos sem saber como agir, o que fazer e podemos atropelar etapas.

E por esses motivos, há 1 mês coloquei o DIU Hormonal Mirena, por recomendação do meu próprio médico, já que não tenho, pelo menos por enquanto, a vontade de ter outro filho. Apesar de também ter uma menstruação regular, ficava muitos dias menstruada, com muitas cólicas e uma TPM horrível. Na verdade, sempre achei que fosse normal ter o fluxo intenso, já que minha mãe também tinha, e passei muitos anos ouvido ela dizer que sofria pior que eu, pois ficava sempre de cama! Acreditava que aquilo era como um consolo.

O Arthur nasceu, as cólicas foram embora, como também muitas pessoas chegaram a me dizer que ia acontecer, mas o fluxo não diminuiu e nem a TPM sumiu. E o ponto mais importante: Eu não queria outro filho! Então, nesse 1 ano e 8 meses da chegada do pequeno, sempre que ia as consultas meu médico dizia: “E ai Andrea, vamos colocar dessa vez o Mirena?” E eu sempre enrolava, minha cabeça ficava questionando mil coisas, como custo x benefício (5 anos sem comprar anticoncepcional), o plano de saúde cobre, dura 5 anos, ou seja, bye bye outra gravidez, será que dói para colocar, será que funciona mesmo, se vou me adaptar, etc e tal.

Então, um dia na consulta fiz todos os exames necessários e tomei a coragem, marcamos e lá fui eu no final de agosto! Nesse meio tempo entre a consulta e o procedimento pensei, pesquisei, li, ouvi opiniões, mas apesar do medo, estava certa do que queria. Além disso, optei por colocar com sedação, pois dor não é minha amiga do peito.

No dia marcado, lá estava eu na clínica, confiando em Deus e no meu médico.O procedimento foi tranquilo, não senti nada para colocar, logo em seguida senti pequenas cólicas, (para quem sentia dores fortíssimas, essas não chegavam nem aos pés) e sangrei como borra de café, muito pouco, e que duraram apenas 15 dias... Depois disso? Nem sei mais o que é cólica e nem menstruação, até o momento está sendo ótimo, a melhor escolha que fiz. A única coisa que senti bastante no início foram as minhas pernas bem pesadas e doloridas, mas que também já passaram.

Estou com o meu Mirena há 1 mês e 20 dias e posso garantir, que para mim, foi a melhor escolha. Eu recomendo para quem ainda não sabe se quer filhos, se tem problemas com a menstruação, etc. Consulte seu médico, se informe, leia, ouça quem já colocou, porque é claro, sempre tem quem não se adapte. E caso, tenha esteja apta, vá em frente! Qualquer dúvida, consulte também o site do próprio MirenaBoa sorte e bom final de semana!

Semana que vem conto como foi o dia das crianças do Arthur. Apesar de escrever bem atrasado, tem histórias bem bacanas!


Até o próximo post!
Beijos* ;-)

27 de setembro de 2013

Mãe perfeita? Será?

Oi gente, tudo bem? Hoje to aqui para falar um pouco sobre o papel que assumimos no momento que descobrimos que somos MÃE! Esse assunto na verdade surgiu por causa das minhas reflexões e conversas acerca da maternidade, e hoje resolvi compartilhar com vocês. Afinal, você é uma mãe perfeita? Quer ser?

ps.: o texto é longo mas acredito que serve de reflexão!

Eu não! Eu não sou perfeita, e nem quero ser! Quero sim, ser MÃE com todo o significado que essas 3 letrinhas tem: presente, amiga, atenciosa, paciente, mas também sei que tenho muitos defeitos, como qualquer pessoa... E acredito que para ser uma boa mãe, tenho que ser simplesmente como sou, pois acredito que isso não vai me fazer ser menos ou mais MÃE, pelo contrário, vai fazer eu ser ÚNICA, a única mãe do Arthur!


Muita gente cria da maternidade um estereótipo que precisa ser reforçado a todo momento, e acredito que é por isso que muita mãe, até eu mesmo, faz da frase: “ser mãe é viver com culpa”, um hino. Mas será que realmente precisamos disso? Será que realmente a gente tem que ser culpada e viver culpada por tudo que acontece com nossos filhos? Acho que a pressão que a sociedade nos impõe é muito pesada, pois a gente tem que cuidar da casa, do marido/companheiro/namorado, cuidar da alimentação, do(a) filho(a), da carreira, da saúde, das amigas e da família como um todo. E ainda por cima temos que estar bem-vestidas, magras, antenadas com a moda e com o que passa no mundo, e principalmente, temos que estar sempre felizes e sorridentes. Mas será que em algum momento já paramos para pensar se o mundo contribui para isso? Será que a sociedade contribui para que tudo isso aconteça? Pensa comigo...

Tudo começa quando engravidamos, quando a grande maioria das mulheres só relatam o lado bom e magnífico da gravidez. Mas você já parou para pensar que a gravidez é como uma roda gigante? Todo mundo quer que você esteja linda e radiante, e tem dias que sim, você está linda e radiante, mas em compensação, tem dias que você simplesmente está péssima, enjoando, triste, com sono, dores, perde várias roupas, sente fome (muitas vezes loucamente), tem medo do parto, entre outros pontos. Gravidez é bom, claro, sentir o bebê mexendo, o coraçãozinho dele batendo, emoções essas que são únicas e indescritíveis, mas não é tão divertida assim. Até brinco que dos 9 meses a gente só vive “tranquila” 3 meses, porque os 3 primeiros tem que tomar cuidado para não perder, os 3 do meio vivemos “em paz”, e os 3 últimos tem que tomar cuidado para não nascer antes do tempo! Como ficar sempre feliz? Nem sempre dá né...

Além disso, os médicos pedem para que o bebê seja amamentado exclusivamente até os 6º mês, mas como, se na grande maioria, só temos 4 meses de licença maternidade, sendo algumas mulheres até menos?! A sociedade pressiona para que a gente seja sempre uma MÃE PERFEITA, mas também não colabora em nada! E o pai? Por que a licença paternidade é de apenas 5 dias úteis, contando do dia do parto? Por que não existem trocadores nos banheiros masculinos? Como querer que os homens cuidem de um bebê, e larguem o “machismo”, se a sociedade não permite isso? Eles não são capazes? Não! Acredito que a sociedade, de certa forma, tira o papel de pai, e isso é ridículo!

Manifesto de um pai  que participa! Blogueiro do A Janela Laranja, que criou essa campanha por mais banheiros familiares e trocadores nos banheiros masculinos. Eu apoio!

Depois de 9 meses quando você está começando a retomar a vida, com mudanças claro, você nota que gravidez e o fato de ser mãe é como algo de utilidade pública. Todo mundo quer dar palpite e acha que sabe como cuidar do seu filho e de você mesmo. É uma obrigação ser magérrima assim que o bebê nasce, e não só a sociedade faz isso, mas a mídia como um todo. As celebridades ficam lindas em 3 meses depois do parto, as pessoas ficam perguntando frequentemente quando você vai emagrecer, quanto emagreceu, quando vai voltar a trabalhar, se vai isso, aquilo, etc. Poxa isso é horrível, cada um tem o seu tempo, a gente nem saiu da maternidade, nem entende o bebê direito, a energia é quase zero, o casal também está entrando em sintonia e tem mil pessoas questionando e avaliando seu comportamento perante os outros e o próprio bebê. É como se o mundo não desse esse tempo para a gente curtir, relaxar e aproveitar, o que faz nos sentirmos culpadas, feias, gordas ou qualquer outro sentimento do tipo.

São sentimentos que nos circulam e que acabamos nos sentindo culpadas mesmo, e por tudo! Culpada porque o bebê chora, culpada porque não emagrecemos, culpada porque temos que voltar a trabalhar, etc. Temos que entender, que tudo que sentimos nossos bebês percebem, pois nossas expressões são claras e eles, automaticamente, vão entendendo e absorvendo esses sentimentos. É necessário que haja liberdade e compreensão para que possamos viver bem, sem exageros.

Por exemplo, mesmo meu parto sendo cesariana, tranquilo e feliz, (não tenho o que reclamar, pelo contrário tudo foi PERFEITO), quando o Arthur nasceu, no entanto, tive muitos problemas, apesar de ser tudo lindo e encantador, ele teve muitas cólicas nos 3 primeiros meses, ele chorava e eu não entendia, eu não podia comer chocolate (e detalhe: eu sou chocólatra, todo dia tenho que comer chocolate!), tive a síndrome do baby blues, falei desse assunto aqui, e por isso me achava feia, triste, uma mãe ruim, não me arrumava, as vezes acabava descontando até no meu marido. Muitas vezes, logo no começo, me vi frustrada comigo mesma, pois me sentia uma mãe ruim, parecia uma doida, pedindo perdão a Deus direto por não entender o choro dele, não ter paciência, ou chorar direto! Até que o tempo foi passando e fui amadurecendo como mãe e mulher, e um dia virei para mim e disse: “Opa Andrea! Quê isso? Não precisa disso, você faz o melhor que pode!” Percebi que estava sendo muito dura comigo mesma, pois como poderia ser uma mãe perfeita, se eu não sou uma Andrea perfeita, se nem meus pais, meu marido, meus amigos, a sociedade são perfeitos. Tudo muda, e é preciso mudar, porque se não tudo se torna muito chato e artificial.

Claro que cobranças sempre vão existir, eu me cobro muito e sei que preciso melhorar nesse aspecto, mas é porque, as vezes, por mais que a gente tente retomar a vida normal, sempre chega alguém que diz frases do tipo: “Nossa, você nem parece que é mãe!”, “Não acredito que você fez isso, que mãe!”, “Que mãe você hein?!”. Na hora, que você escuta essas frases, você para e pensa: “Hã?! Que?!”. Poxa, quem é aquela pessoa para dizer isso de mim? Quem é aquela pessoa para te tachar disso ou aquilo? Claro que chateia, mas é preciso que isso seja resolvido dentro de nós, pois se isso acontecer, nada do que nos disserem vai nos afetar. Ser mãe não é dar ordens, ser chata, pudica ou madre Tereza, ser mãe é se entregar! É quando você finalmente cai em si de que sua vida mudou bruscamente, e que, por mais antenada do mundo que você seja, por mais pesquisa, leitura, estudo que tenha feito sobre gestação, parto e filhos, na hora H não tem psicologia que dê jeito! E olha que eu fui dessa, uma mãe literalmente nerd, tudo eu lia, pesquisava, entendia, mas ai bastou o parto para eu ver que ser mãe era muito mais do que livros, internet e pesquisa, ser mãe era simplesmente uma entrega, mais ou menos como falei no post “Ser Mãe

Hoje não me vejo sem a maternidade, sinto que mudei muito minha visão das coisas, meus interesses, opiniões, minha curiosidade a respeito de determinados assuntos, e principalmente o meu foco de vida. O Arthur é minha prioridade, mas também sei que ainda há muito o que ser feito, procuro a cada dia não perder a minha liberdade, por mais que as vezes pareça difícil, pois nessa fase acabamos esquecendo da gente, da nossa vida, dos nossos planos, desejos, e até mesmo do nosso casamento e muita coisa se acaba. Não dá para ser heroína 24h por dia, por mais que haja uma pressão total a respeito.

É como eu li uma frase um dia que dizia: “É difícil ser mãe, é mais difícil ainda optar por não ser!” Pense nisso...


Beijos e até o próximo post!

11 de setembro de 2013

Soltando o verbo

Oi gente, tudo bem? Hoje vim aqui para falar com vocês sobre a linguagem dos nossos pequenos. Como o seu filho ou sua filha está com relação a fala? Fala tudo? Ainda está aprendendo ou já é um tagarela? Já falou mama, papa? Hmmm...pois atenção: O assunto de hoje é literalmente soltando o verbo!


O interesse por esse assunto surge quando nossos pequenos começam a pronunciar as primeiras palavras, sejam elas “mama” ou “papa”. No caso do Arthur, e para minha total surpresa, a 1ª palavra dele foi “mamã”. Muitas pessoas falam que normalmente a 1ª palavra vem a ser papai, devido a pronuncia ser mais fácil, mas acho que Arthur quebrou essa regra (rsrsrs).

Entre 2 e 4 meses, o bebê pronuncia apenas sons guturais. Pelo 8º mês, é capaz de dizer sílabas simples, que só exigem a movimentação dos lábios, como "ma" e "pa". Já com cerca de 10 meses, essas sílabas se tornam mais elaboradas e ganham significado: papá é a comida, por exemplo. Por volta de 1 ano e meio, surgem pequenas frases com duas ou até três palavras. Aos 3 anos, a criança consegue manter uma conversação, podendo o seu vocabulário alcançar cerca de 900 palavras. Claro que isso não é uma regra e toda criança tem o seu ritmo, mas, em geral, é nesse período que o desenvolvimento da fala acontece.

Hoje o Arthur com os seus 1 ano e 7 meses é literalmente um tagarelinha...fala tanto que às vezes fica todo mundo rindo, porque não para! E nesse linguajar todo do “bebenês”, ele fala atualmente em torno 17 a 20 palavras isoladas, sem ainda formar frases. Muita coisa ainda não entendemos, mas já várias outras tem um significado ou criamos junto com ele um.

Para vocês terem uma ideia do que ele já fala, abaixo segue uma lista de algumas palavras com o seu significado ao lado:
PALAVRAS
SIGNIFICADO
Mainhê
mãe (ele nunca falou mamãe, sempre mãe!)
Paiê
pai (ele também nunca falou papai, sempre pai!)
Boia
bola
Boi
Bosco (vô paterno)
Bisavó
Ága
Àgua
Indá
Me dá
Nenê
Neném
Bobô
Vovô
Bobâ
Vovó
Oie
Oi
Tchau
Alô
Abou
Acabou
Aco
Suvaco
Bi-bie
Bi-bi (buzina de automóvel)
Essa é a palavra que serve para quase tudo: carro, avião, comida, pegar algo, colocar chinelo, etc.)

Não é a coisa mais linda do mundo? Sou uma mãe muito babona né?! rsrsrs. Mas acho que toda mãe passa por isso quando vê seu filho desenvolvendo sadio e esperto, não é mesmo?! Acredito que além da fala, temos que observar todo o desenvolvimento dos nossos(as) filhos(as), por exemplo, o Arthur é extremamente inteligente, pois entende tudo que a gente fala... Basta dizer ou fazer uma única vez que lá está ele copiando a gente. Ele sabe todas as partes do seu corpo, joga a fralda no lixo, não pode ver ninguém sem chinelo que pede para colocar, e adora uma limpeza, por exemplo: se cai água, sujeira ou qualquer coisa no chão ele vai lá na área de serviço e pega um pano ou a vassoura para limpar. Dê uma olhada em alguns vídeos que fiz dele com suas falas diversas, a coisa mais linda.... =D

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Mas agora você deve estar se perguntando quais estímulos são bons? E eu te digo: O principal estímulo é conversar muito com nossos(as) filhos(as), desde a gestação. Eu sempre conversava com o Arthur desde a barriga, sem nem saber o seu sexo ainda. Depois, outros estímulos são: ler livros, cantar, mostrar palavras com um desenho que o explique, etc. As histórias e as músicas, além do estímulo, aumentam o vocabulário e a curiosidade sobre a linguagem.

O importante é o estímulo e a paciência, pois o aprendizado das crianças varia muito, cada um tem o seu ritmo, e a média é que dos sons mais simples até as frases completas com argumentação coerente, demore cerca de 4 anos. Confie no seu(sua) filho(a) e viva cada momento dessas fases pois passam muito rápido!

Até o próximo post!
Beijos* ;-)